Eles três fizeram história, cada um a seu modo. Um de direita, outro de esquerda e outro no meio, fechando os três que quiseram que fossem. Eles três tiveram nomes, cada um com sua rima, e levantaram as mãos no ritmo que suas vidas individuais aconteciam, entre uma passeata e um episódio de American Idol.
E porque eram três, foi difícil de ter um. Foi mais fácil de viver, por que não eram um. Cada um com seu cheiro e seu jeito de escrever. Dedilhando o vento entre meu rosto e seus peitos nus.
Sobre o pescoço esguio, magro e (por que não?) doente se estendia às três peças que tanto amei. Eles três foram meus de seus jeitos únicos. Um de dia, outro à noite, o terceiro em pensamento. Desses pensamentos com forma e sobrenome.
Foram três sobrenomes sobre vida passadas. Três motivos perdidos no tempo. Três tons de vozes que cantavam em uníssono, bem aqui no meu ouvido central. Eram as três salivas – quente, fria e úmida. Que me salivavam porque eram três.
Vem dizer que é nossa terceira vida, vem com clichês de que três é demais. Vem os três, que foram trezentos no meu folhetim.












