Mostrando postagens com marcador Inveja. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Inveja. Mostrar todas as postagens

18 junho 2014

Quem eu era


Hoje nem sem mais quem eu era. Quando eu pego pra ler o que escrevia há uns anos atrás, leio outra pessoa. Qualquer um menos eu. É engraçado ver como você era há uns cinco ou quatro anos atrás. Daquele lá eu invejo a pureza, as palavras saíam tão reais, tão genuínas. É estranho se ver de fora no futuro. Às vezes dá até vergonha do tanto de coisa que disse e que poderia ter ficado não dita. E o estilo então? Cheio de cafonices e parágrafos. Quando paro hoje para pensar nem sei pra que é que servem aqueles tantos parágrafos. Eu me abria sem pudor nenhum, sem vaidade. Tão louco ler aquele cara sem amor-próprio. Na verdade, nem sei se estou falando de amor-próprio mesmo. No fim das contas pode ser qualquer coisa. Eu só acho que não precisava falar de todo mundo que amei e invejei e com quem quis dormir. Tem coisa que não precisa falar, né? Dá um sentimento estranho ler esses textos nos quais eu falava coisas tão íntimas de pessoas que nem sentiam o mesmo que eu. Sei lá. Fico pensando se era melhor ser desse jeito e colocar pra fora tudo o que eu tenho aqui dentro numa de se esvaziar de tempos em tempos, ou se era melhor ter ficado calado que com o tempo passava. Eu olho aquele menino apaixonado que falava de si sem pudor nenhum e nem entendo de onde ele vem. Parece tão distante, tão romântico.