Eu só sei que eu falava de piolho na cabeça de criança de seis anos. Acho que eu me referia a homens machistas e burros. Ou a velhos dispostos a pagar um lanche do Burger King, com direito a coroa de papel e tudo.
Eles se reproduzem com essa velocidade. Quando a gente vê, já dominaram o mundo. Como os gays e os fãs de um tal Luan Santana. Mas acho que não tem nada a ver os fãs de Luan Santana com os gays e cheguei a essa conclusão olhando para as roupas das duas prováveis classes. Eu sei, nem sempre esse é o melhor jeito para a segregação.
Há de se fazer segregação por cor de olhos, índice de massa corporal, alergia a camarão e alguns crustáceos. Mas, por enquanto, por hoje que não tenho tempo nem experiência para isso, parto para uma análise mais superficial.
A dominação tá aí, em cima da gente, de roupa de couro e pêlos no peito. Eles crescem e a gente percebe isso, olhando para agenda telefônica. Não há mais um que preste. Não há mais quem pague. Eles estão aí, crescendo.
