Enquanto segurava meu copo de cerveja em uma mão e meus argumentos sobre o abuso da televisão em outra, olhava de rabo de olho para ter certeza que Barney estava me ouvindo, que pelo menos sabia que eu estava ali. Não adianta estar presente, é preciso ser notado, ser cheirado e ser comido. Enquanto ele não veio em minha direção e disse meia dúzia de palavras saltitantes não parei de beber, nem de fazer a cara de cool, aquela que guardo na porta da direita do meu armário de quinquilharias. Era só dar uma volta pela festa que vi que eu não era o único que tinha tirado do armário a cara de cool. Tantos jovens de camisas xadrez e Converse exibiam as suas. De todas as cores e formatos. Vi até uma que lembrava batata frita. Ou era isso ou era a minha cerveja fazendo efeito.
