01 fevereiro 2015
Esses
20 julho 2011
A tarde do dia seguinte
09 outubro 2010
No fim da semana
05 outubro 2010
Fim
20 setembro 2010
Ah, tá legal
27 agosto 2010
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16 agosto 2010
Bunda suja
07 agosto 2010
Daquela conversa sobre aquele professor
05 agosto 2010
Supermercado
03 agosto 2010
Parada

Eles dançam como se fosse carnaval, sob o sol das três da tarde às três da manhã. E cantam músicas atrás do trio-elétrico mais brega de todos os tempos. Carregam faixas com dizeres, se fantasiam e usam o salto alto que fica escondido o ano inteiro. Colocam as perucas, sorriem e bebem aquela cerveja. Sim, três por dez. Alguns se arriscam mais e levam uma garrafa de alguma bebida quente e os outros aparecem lá com a roupa do trabalho. Vi até meia arrastão. É a oportunidade perfeita de misturar quem vem da Zona Sul com quem vem da Zona Norte. E ainda sobra aquele gringo com o chapéu de palha do lado daquela mulata(?) de vestido grudado. Ainda tem aqueles que se asseguram da paz. Eles ficam lá em cima, na varanda, olhando o mar que vem depois do mar de gente. E o mar anda tão colorido ultimamente. Tem sempre uma mulher, em cima do trio-elétrico, cantando, dançando e falando coisas engraçadas. Normalmente alguém que pareça com a Preta Gil, que é a Claudia Leite daquele dia, daquela praia. Sim, ainda tem a praia, ao fundo, cheia de gente que se diverte todos os dias do ano e não só naquele feriado. Alguns se beijam, beijam os amigos e os amigos dos amigos. Ao mesmo tempo. Isso depende de cada um. O que importa é que está meio que tudo liberado. Não, não se assuste, é só um dia, só uma praia. As pessoas falam de orgulho e sorriem, porque orgulho dá alegria ou alegria dá orgulho. E falam como se fosse militância usar bermuda de surfista, piercing e desfilar sem camisa. Evite a palavra desfile. Faça uma parada, antes que a Farme de Amoedo exploda, e finja que o que está fazendo é revolução.
01 agosto 2010
Eu posso

30 julho 2010
Pessoas que reclamam demais

27 julho 2010
A princesa cresce

26 julho 2010
Entrevista de emprego

23 julho 2010
A derivada do logaritmo neperiano de x
21 julho 2010
Do dia em que eu quase me suicidei

08 junho 2010
Eclipse

04 junho 2010
Aprenda

Ninguém nasce sabendo. Todo mundo aprende com a vida. Lá pelos 16, ou 18 anos. Alguns demoram até os 25, os mais tímidos. Mais que isso, pode ser considerado aberração. Ninguém nasce sabendo e são poucos os que acertam de primeira. Alguns demoram mais que os outros, o que importa é que um dia acerte. Unzinho que seja. E nesse dia haverá distribuição gratuita de pirulito de tutti-frutti, pela conta do felizardo que finalmente aprendeu. Aprender é difícil. Não subestime esse avanço. Existem aqueles que estão a vida toda se gabando de já terem aprendido, quando na verdade ninguém tem coragem de dizer que não é bem daquele jeito. E quando você termina é sempre bom dar uma olhadinha nos olhos da pessoa. Você pode fingir que é romântico e que liga para o famoso olho-no-olho, mas você tem de estar atento pra notar qualquer resíduo de insatisfação. Caso haja, tentar de novo na próxima vez, com mais afinco. Pra quem não aprendeu ainda, é bom rezar para haver a próxima vez. E a gente sempre tem que aprender mais, principalmente quando se muda muito de namorado. Mais ainda quando não namora. O importante é aprender e não ficar pra trás. Não desista dessa missão. Quando a gente aprende o mundo fica colorido e a gente pode sorrir mais. Aquele sorriso de orelha a orelha que só os que já aprenderam conseguem dar tão espontaneamente. Pra aprender é sempre bom exercitar. Com os mais experientes, de preferência, e estar aberto para as dicas que possa receber. Não entenda mal as críticas nem as mensagens de celular não respondidas. Parta para outra e aprenda. Tem gente que você se engana e que simplesmente não tem vocação para passar os ensinamentos da vida. Essas pessoas vão morrer cedo, provavelmente de alguma doença ligada ao sistema digestivo.
29 maio 2010
O mal do século

A verdade é que o metrô é um ambiente rico em diversidade. É cheio de micro-organismos, aos quais somos expostos diariamente sem nem percebermos, quando pegamos a Linha 1 ou a Linha 2. Alguns deles só olham a gente, de longe, encostado no tubo de metal entre a velhinha que vai buscar a aposentadoria e o rapazinho de aparelho que vai pra aula do ensino médio. Isso quando o indivíduo que olha não é a velhinha da aposentadoria ou o rapazinho do ensino médio. Eles mandam aquele sorrisinho maroto e jogam a cabeça pra direita, como quem diz “Já é?”. Eles adoram dizer “Já é?”. E ainda existem aqueles mais agressivos, que basta entrar no vagão, percebem a nossa fragilidade, a nossa vulnerabilidade à sua espécie, e se colocam o mais próximo que podem. Tão próximos que parecem nos tocar, carinhosamente, que é para que aquele ato não seja doloroso, quando você lembrar daqui a uma semana. Carinhoso para que quando a gente entrar no mesmo vagão que eles estejam, eles possam de novo se aproximar e abusar da nossa receptividade. Existem pessoas receptivas a esse tipo de micro-organismo, acreditem. Essas pessoas preferem a doença da sujeira do metrô do que uma viagem tranquila. E, uma vez contaminadas, essas pessoas estarão acostumadas com a abordagem. É o mal do século, aquele que as autoridades não se preocupam em erradicar. O metrô está cheio deles.
26 maio 2010
Perfil Fake no Orkut

E daí que o Garoto namora o Perfil Fake no Orkut? Eles trocam recados, marcam-se em fotos, e roubam um a senha do outro pra escrever, no status ou em qualquer outra lacuna que o Google disponibiliza, que se amam.
E se eles se amam também não é problema nosso. Hoje em dia existe amor de todas as maneiras. Uma vez me disseram isso e eu acreditei piamente. O que importa é o amor, esse é o mundo moderno.
Perfil Fake no Orkut grita aos quatro ventos e aos outros também que o Garoto é a melhor coisa que já lhe aconteceu. Que depois dele o mundo se tornou melhor e todas aquelas lamentações que só os apaixonados no Orkut sabem o que significa.
As pessoas se perguntam o que Garoto vê em Perfil Fake no Orkut. Garoto teria chances de conseguir quem quisesse na fila de qualquer boate que enfrentasse. Ele iria entrar, beber, dançar e se enroscar com qualquer pessoa lá dentro. Mas por algum motivo ele prefere Perfil Fake no Orkut. Ele prefere entrar à noite na internet, logar no Orkut e inventar palavras para que o amor deles tenha sentido. Ele prefere preencher as lacunas de Perfil Fake no Orkut a ter suas próprias lacunas esvaziadas pelas filas de boates.









